Dropshipping: o guia definitivo de como ter e operar o seu e-commerce

Dropshipping

O dropshipping, que é um modelo de gestão, está ganhando cada vez mais força no mercado brasileiro. Sem precisar ter o estoque dos produtos, cada vez mais os empreendedores estão optando por esse modelo para iniciar suas operações com baixo custo e ter presença a nível nacional.

No artigo de hoje, nós vamos descobrir tudo sobre droshipping e se o modelo vale a pena ou não.

O que é dropshipping?

O dropshipping se trata de um modelo de e-commerce em que o lojista não precisa ter os produtos que está vendendo em seu estoque para realizar as vendas. E não precisa se preocupar com a entrega.

Para quem vende, é necessário ter uma vitrine virtual bem atrativa e ser bem transparente com o consumidor, indicando o tempo de entrega dos produtos.

O grande foco desse tipo de negócio, do ponto de vista de quem vende, é o atendimento e o marketing. Esses dois pilares vão servir de alavanca pro crescimento do negócio.

A partir do momento em que o pedido é feito pelo comprador, a responsabilidade de toda a logística passa a ser da empresa parceira ou do fabricante do produto que está sendo vendido.

O dropshipping não pode ser confundido com cross docking.

Como funciona o dropshipping?

Na prática o seu funcionamento é simples, embora a operação por trás dos panos seja complexa.

O cliente acessa a loja online, escolhe os produtos e realiza a compra por lá. Assim que o pagamento é confirmado, o pedido é transferido para um dos fornecedores parceiros que, no caso, tem em mãos o estoque dos produtos comprados por aquele cliente.

Dessa forma, o fornecedor parceiro faz a separação e embala os produtos que serão enviados por uma transportadora ou pelos Correios. Assim que o cliente receber seu pedido em mãos, pode avaliar a compra no site da loja que teve contato.

Para o cliente, esse processo não é mostrado e, muitas vezes, não existe contato com o fornecedor do produto.

Quais empresas grandes trabalham com dropshipping?

Diversas empresas mundiais trabalham com dropshipping, mas podemos citar algumas das principais empresas, sendo elas: a Amazon, o Mercado Livre, as Lojas Americanas, a Elo7, a Magazine Luiza, o AliExpress e o eBay.

Existem dropshippings nacionais?

Sim, existem. Como: o MixBarato e a Lux Joias.

Quais as vantagens e desvantagens do dropshipping?

Sabendo como o processo de dropshipping funciona, separamos algumas vantagens e desvantagens desse modelo.

Maiores vantagens 

  • Facilidade para começar um negócio online: usando este método, você não precisa de tanto capital investido para começar o seu negócio. Dar os primeiros passos é possível, mesmo que você não tenha muito dinheiro na largada.
  • Flexibilidade geográfica: o seu potencial de alcance é potencializado nacionalmente e até mesmo internacionalmente usando dropshipping, sendo que antes você estava limitado a vender apenas na sua região. Se alguém quiser comprar um produto do seu site e estiver na Bahia, um fornecedor da Bahia pode atendê-lo. Da mesma forma, se você vender produtos da Bahia, não precisa desenvolver um site para movimentar o estoque da sua marca.
  • Versatilidade de produtos: com vários fornecedores, você consegue atender às necessidades de diferentes clientes e oferecer um leque muito maior de opções de produtos dentro do site.
  • Possibilidade de vender para diferentes públicos: assim como a versatilidade de produtos, também temos a versatilidade das personas que você consegue atender.
  • Economia no gerenciamento: se você é fornecedor, não precisa se preocupar com a gestão de uma loja virtual e com as vendas efetivas. Da mesma forma, se você tem uma loja virtual, não precisa se preocupar com gerenciamento de estoque e logística de entrega. O trabalho é muito mais dividido entre as partes do negócio, cada um com a sua especialidade.

Maiores desvantagens

  • Controle de gestão entre fornecedores: com vários fornecedores, é realmente um desafio controlar essa integração e suporte, principalmente quando o negócio começar a expandir. Uma boa prática para resolver esta questão é abrir chats de conversas entre fornecedores e clientes, como faz o Mercado Livre.
  • Redução das margens de lucro para ambas as partes: com o trabalho dividido, o lucro também é dividido, o que significa que seu crescimento em faturamento provavelmente será menor também, principalmente no início. Ter reservas e outras estratégias de aquisição, neste cenário, é fundamental.
  • Dificuldade de rastrear pedidos a caminho de entrega: se você está na ponta da venda, provavelmente terá dificuldades em mapear as entregas feitas, principalmente porque algumas transportadoras não oferecem este serviço de acompanhamento. Isso pode trazer diversas inseguranças ao consumidor e fazer com que você tenha mais dificuldades em vender outras vezes para o mesmo cliente. Se os fornecedores fizerem envios pelos Correios, é fundamental enviar o código de rastreio para consulta.
  • Integrações tecnológicas a longo prazo: a expansão e o crescimento do seu negócio vai depender diretamente da robustez e das integrações das plataformas e-commerce e de gestão de recebíveis. Ter parceiros especialistas nessas duas áreas desde o começo pode te ajudar a ter menos dor de cabeça no futuro.

Qual a diferença entre dropshipping e revenda?

Uma dúvida muito comum que pode aparecer na definição de dropshipping é quem é o fornecedor na história, já que as grandes redes varejistas trabalham de forma parecida na revenda.

No entanto, existem distinções conceituais básicas. Dessa forma, no caso de uma empresa de varejo, por exemplo, que não tem fabricação própria e quer trabalhar como fornecedor, pode acontecer que o fluxo se inverta um pouco:

  • Empreendedora trabalha com roupas femininas, mas compra as roupas no Aliexpress;
  • Essa mesma empreendedora vende as roupas compradas no Mercado Livre e em sua loja;

Esse fluxo é um fluxo de revenda, e não de dropshipping. No caso, independente de qual o canal de confecção daquele produto, ele passa a ser de quem o comprou. 

Dessa forma, sempre que o estoque estiver em mãos de alguém, esse alguém é o fornecedor de estoque.

Como trabalhar com dropshipping?

Se você chegou até aqui e acredita que as vantagens são mais relevantes para a sua empresa do que as desvantagens, é hora de saber como trabalhar com o dropshipping na prática.

1. Escolha fornecedores de confiança

Evitar fraudes e fornecedores que agem com má fé no seu negócio é um dos maiores desafios para quem usa essa modalidade.

Por isso, faça uma triagem cuidadosa, verifique a reputação daquela loja e tenha uma política clara em casos de quebra de confiança.

É essencial que você se certifique que aquele fornecedor realmente tem aquele estoque para oferecer antes de divulgar na sua loja.

Por outro lado, fornecedores precisam ficar atentos às informações que são divulgadas pelo site, com o tempo de entrega prometido e se a “vitrine” dele é de qualidade.

2. Ofereça aos clientes só o que pode ser entregue

Se o estoque daquele produto acabou, o anúncio precisa ser pausado e aquela fornecedor só deve vender quando a reposição for feita.

Dessa forma, certifique-se que o controle de estoque do seu fornecedor está sendo bem gerenciado, já que o que está aparecendo efetivamente, é a marca da sua empresa. 

3. Acompanhe a entrega 

Como já dissemos nos tópicos anteriores, o acompanhamento da entrega transmite confiança e segurança para os clientes, mas também é fundamental que a loja tenha o mínimo de visibilidade.

Dessa forma, ter como rastrear e entregar com esse tipo de visibilidade com certeza será um diferencial, além de enviar e-mails ou SMS com o acompanhamento do pedido ao cliente.

4. Foque em comunicação e relacionamento 

Da mesma forma que você precisa se comunicar com seus clientes e ter foco total em retenção e recompra, seus fornecedores também precisam criar um relacionamento com a sua empresa.

Por outro lado, se você está na ponta de quem fornece aquele estoque, também precisa se certificar que está sempre alinhando expectativas e sendo transparente com a loja que abriu as portas para a sua marca.

5. Lembre-se que a devolução de mercadoria é uma possibilidade

devolução de mercadoria é uma realidade no e-commerce brasileiro, e dificilmente uma empresa que vende online será imune a ela.

Portanto, tenha uma política clara, agilizada e que priorize o cliente.

Como funciona a contabilidade de dropshipping?

A contabilidade para dropshipping costuma gerar algumas dúvidas, porque essa prática é recente e ainda não é prevista em Lei no Brasil. Entretanto, pode ser considerada uma prestação de serviços. Por isso, ao longo do texto vamos conhecer as principais informações sobre esse modelo.

Para seguir a legislação, ao começar com a operação de dropshipping é necessário ter um CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica) abrindo uma microempresa (ME). Nessa modalidade, o faturamento anual permitido é de até R$ 360 mil.

Lembrando que o microempreendedor individual (MEI) não pode ser usado para dropshipping. Isso porque, só pode ter MEI quem se encaixa dentro das profissões regulamentadas pelo programa. Além disso, o faturamento anual de quem faz dropshipping costuma ultrapassar o limite anual de R$ 81 mil do microempreendedor individual.

O código de atividade que deverá ser utilizado na constituição do seu dropshipping será o CNAE 7490-1/04 – atividades de intermediação e agenciamento de serviços e negócios em geral, exceto imobiliários.

Se você está montando a sua loja virtual agora, o ideal é começar a estudar o negócio e se preparar a abertura da empresa.

É importante lembrar que, caso decida operar com o CPF (Cadastro de Pessoa Física), você fica sujeito à Tabela Progressiva do Imposto de Renda para pessoa física, ou seja, somente até R$ 1,900 o imposto é isento, mas passado esse valor já existe uma parcela a deduzir do IRPF. Como pessoa jurídica, com o CNPJ, o percentual de imposto é muito menor, por isso recomendamos que regularize a sua empresa.

O dropshipping é legal no Brasil?

O dropshipping é plenamente permitido no Brasil por ser uma forma de prestação de serviços. Uma vez que, o lojista faz a intermediação entre o fornecedor e o cliente. Ademais, não há uma regulamentação específica para o dropshipping no país até o momento.

Ainda assim, o dropshipping deve seguir as normas e leis brasileiras na categoria a qual pertence (prestação de serviços). No caso de produtos internacionais, é necessário estar atento às normas de tributação e de importação de produtos.

De acordo com as leis brasileiras, só estão livres de impostos itens comprados no exterior por até 50 dólares. Assim, ao ultrapassar esse valor, é provável que o produto fique preso na barreira alfandegária, o que pode gerar custos de até 60% do valor da mercadoria.

Quanto vou pagar de imposto?

Como o dropshipper faz apenas a intermediação entre o cliente e o fornecedor, o imposto cobrado é calculado sobre o valor da comissão recebida. Ou seja, o valor não é medido sobre todo o faturamento da loja e a alíquota incide apenas sobre a comissão que foi paga pelo fornecedor ao lojista.

Sendo assim, o que determina o valor do imposto que a sua empresa paga é o seu faturamento e as atividades que constam no seu CNPJ. O pagamento é feito mensalmente dentro do SIMPLES ou trimestralmente em outros regimes, dessa forma, são reunidas todas as notas fiscais das vendas realizadas e é aplicado o valor percentual de imposto de acordo com o total e o regime tributário.

A operação internacional e a operação nacional de dropshipping possuem uma forma diferente de emissão de nota fiscal para fechar a operação:

  • Internacional: nessa operação, o dropshipper emite nota fiscal de serviço com o valor da sua intermediação e o fornecedor estrangeiro emitirá uma invoice para respaldar a operação dele. A soma dos dois montantes é o valor pago pelo cliente no momento da compra na loja online.
  • Nacional: nessa operação, o dropshipper é considerado um e-commerce normal. Você deverá emitir a nota fiscal de venda para o cliente e o fornecedor nacional emitira uma nota de simples remessa para o cliente da loja e outra para o dropshipper.

Para realizar esse processo é necessário contratar um profissional de contabilidade. Neste momento é importante certificar-se de que ele conheça bem o seu modelo de negócio e entenda a sua operação. Isso evita problemas com a Receita Federal, assegurando que os impostos sejam pagos corretamente.

Dropshipping paga GNRE?

Apenas as operações de dropshipping nacional fazem o recolhimento do Guia Nacional de Recolhimento Estadual (GNRE). É necessário que seja feita a emissão de uma guia para cada operação e o comprovante de recolhimento do GNRE deve ir junto com a nota fiscal.

Dropshipping é a mesma coisa que ser afiliado?

Não. O afiliado é um indicador de produtos e serviço que recebe uma comissão mediante as vendas realizadas pelas indicações.

Dropshipping ainda é lucrativo?

O dropshipping pode ser lucrativo. Tudo dependerá dos fornecedores escolhidos, dos produtos a serem vendidos e da estratégia de marketing envolvida.

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Sobre a Express CTB

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